a Sobre o tempo que passa: Morgenthau e Martin Wight

Sobre o tempo que passa

Espremer, gota a gota, o escravo que mantemos escondido dentro de nós. Porque nós inventámos o Estado de Direito, para deixarmos de ter um dono, como dizia Plínio. Basta que não tenhamos medo, conforme o projecto de Étienne la Boétie: "n'ayez pas peur". Na "servitude volontaire" o grande ou pequeno tirano apenas têm o poder que se lhes dá...

11.12.05

Morgenthau e Martin Wight

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Aqui, da cidade maravilhosa, pronto a regressar a Lisboa, depois de viver alguns dias sob o cinzento das nuvens sertanejas, onde o Verão tropical se revestiu da máscara do Inverno europeu, dado que senti a falta do bafo quente, habitual nestas latitudes. Passei pela livraria da Universidade e trouxe as recentes traduções de Morgenthau e de Martin Wight, o que impediria certas celebridades lusitanas de serem citadas como originais. Reparo como as elites universitárias brasileiras continuam a viver segundo o ritmo de uma vulgata gramsciana, com algumas pitadinhas de Weber. Desenvolverei a análise quando voltar a Lisboa.